quarta-feira, 27 de abril de 2011

Rick Rubin deve produzir novo disco do Metallica

Kevin Conklin e Patrick Tish da rádio 93.7 KCLB Rocks! de Palm Springs, Califórnia, realizaram uma entrevista com o baixista do Metallica, Robert Trujillo, ontem (sábado, 23 de Abril), antes do show do Big Four no Empire Polo Club em Indio, Califórnia. A conversa pode ser vista abaixo.

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Quando perguntado se o Metallica trabalhará de novo com o produtor Rick Rubin no sucessor do "Death Magnetic" de 2008, Trujillo disse, "sim. Eu amei trabalhar com Rick. O Rick, para mim, ele é meio que um guru espiritual zen que o Metallica precisa no momento. Não quero dizer que a gente precisa agora, porque estamos nos dando incrivelmente bem, estamos animados em compor algumas músicas novas. Não há falta de idéias no mundo do Metallica no momento. E eu acho que só vai ficar melhor. O primeiro álbum com o Rick foi também o meu primeiro álbum, então de várias formas, você está meio que testando a água. Agora que estamos confortáveis com Rick e seu incrível engenheiro, Greg Fidelman, que trabalhou com o Slayer, na verdade, neste último disco - é meu herói - é um ótimo álbum. E só vai ficar melhor; eu realmente acredito nisso. Então eu estou super animado. Eu sei que nós temos mais alguns discos na gente. E eu acho que há uma demanda. Parece que nós conseguimos alguns novos fãs, e ele estão esperando [por novas músicas do Metallica]."
 
Fonte.: http://www.metalremains.com

Trujillo: "Tocar para 80 mil fãs no Brasil foi inimaginável"


Alex Distefano realizou uma entrevista com o baixista do Metallica, Robert Trujillo, para a matéria de capa do Inland Empire Weekly. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

Sobre o primeiro show do Big Four nos Estados Unidos (contando com Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax), que aconteceu no sábado, 23 de Abril, no Empire Polo Club em Indio, Califórnia:

Trujillo: "O local meio que nos escolheu. Nós fomos contactados pelos promotores com o local que estava livre apenas uma semana depois do [festival] Coachella. Simplesmente funcionou perfeitamente na agenda de todas as bandas. A época simplesmente pareceu apropriada de finalmente fazer isto nos Estados Unidos e ver como que o show rola. Para nós, tinha a ver com uma demanda; nós testamos a água na Europa e funcionou bem."

"Com o 'Big Four', estas quatro bandas ainda não compartilharam um palco no mesmo dia, então é um show meio que histórico para nossos fãs do sul da California. Mas nós também temos fãs vindo de todas as partes do mundo para este show."

"Há algo em ver estas quatro bandas em um palco que é simplesmente mágico. Dos shows que fizemos no verão passado, eu percebi que todos se levantam e dão seu melhor; dos músicos, há algo a ver com todas as bandas juntas, onde você simplesmente sente isto... É o espírito do heavy metal. Nós queremos mostrar que podemos prover as coisas e trazer a energia do heavy metal."

"Eu me lembro quando eu estava tocando com o Metallica quando estava no Suicidal [Tendencies] - era no começo dos anos 90 - e para mim, eu só pensei que o show definitivo de metal seria Slayer com o Metallica. Agora que é uma realidade e eu sou parte disto, é simplesmente espetacular."

Sobre a ligação entre as quatro bandas que aconteceu nos shows da Europa:

Trujillo: "Nós tivemos este grande jantar antes do show, e cada noite nós saíamos juntos como nos velhos tempos; e para alguns foi uma reunião. Mas todos foram tão legais, como se todos nós fossemos uma família, nós tivemos um sentimento pelo espírito do show e música. Foi definitivamente um dos destaques da minha carreira."

Sobre o Metallica tocar seu clássico álbum de 1986, "Master of Puppets", na íntegra em 2006, para celebrar seu aniversário de 20 anos:

Trujillo: "Era o 20o. aniversário desse álbum, e para mim foi simplesmente uma honra ser parte destes shows mágicos. A música 'Orion' é uma das obras-primas do Cliff Burton. Para mim, só de tocar essa música é uma benção. Eu me sinto muito sortudo em ser parte dessa turnê especial."

Sobre a possibilidade de mais shows do "Big Four" no futuro:

Trujillo: "Os públicos na Europa foram espetaculares, os promotores estavam super animados e nos mostraram que havia uma demanda para o 'Big Four'. É possível que haverão mais no futuro, mas não há nada confirmado ainda. Mas o fato de podermos fazer este show e manter o momento de tocar ao vivo sem ter um disco novo é ótimo, e graças a Deus que nós todos ainda podemos tocar!"

Sobre tocar para grandes públicos em virtualmente todas as partes do mundo - mesmo em momentos de crises financeiras:

Trujillo: "Nós amamos nossa música e compartilhá-la no palco é espetacular para nós em cada um dos shows. Nos últimos anos, fomos para a América do Sul, América Central, Japão, Coréia do Sul, e nós podemos ter sido até a primeira banda de metal a tocar na Costa Rica e Guatemala."

"Foi meio assustador na Guatemala. Os policiais tiveram que vir com equipamentos para conter motins; eles não esperavam que uma banda de heavy metal atraisse tantos fãs. Eles estavam com medo da energia - você sabe como é em um show de metal. Foi uma experiência maravilhosa no fim. Nós amamos viajar e vivenciar outras culturas. Tocar para 80 mil fãs no Brasil foi inimaginável. Há muita paixão pelo heavy metal na América Latina."

"Nós vamos tocar na Índia em Outubro. Isto deve ser interessante, tocar em um local que nunca havíamos imaginado tocar. É uma honra para todos nós sermos parte de todo este cenário musical como uma banda de metal, compartilhando nossa música com os fãs na Índia neste incrível show!"

Bandas do Big Four recebem disco duplo de platina

As quatro grande bandas do thrash metal dos anos 80 - Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax - receberam placas de platina dupla pelo lançamento em DVD duplo do "The Big Four: Live From Sofia, Bulgaria", contendo gravações da transmissão do show de 22 de Junho de 2010 de Sofia, Bulgária, do festival Sonisphere. Uma foto do acontecimento, que aconteceu neste último sábado (23 de Abril) durante o primeiro show do "Big Four" em território americano, em Indio, Califórnia, pode ser vista abaixo.



"The Big Four: Live From Sofia, Bulgaria" foi certificado como disco duplo de platina em 17 de Dezembro de 2010 pela Recording Industry Association of America (RIAA) por vendas superiores a 100 mil cópias. (Nota: Pelo fato de ser um disco duplo, ele foi elegível para o certificado de platina após a venda de 50 mil cópias; para discos simples, o certificado de platina é dado para vendas superiores a 100 mil cópias)

Anthrax e Megadeth falam sobre Big Four

A Artisan News Service falou com membros do Anthrax e Megadeth sobre a estréia do "Big Four" em solo americano, que aconteceu neste último sábado, 23 de Abril, no Empire Polo Club em Indio, Califórnia, para um público de mais de 50 mil pessoas. Confira o vídeo abaixo.


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Ulrich: "Tocar uma música do Metallica com o Big Four não parece certo"

No domingo, 24 de Abril, Steve Appleford do LA Weekly realizou uma entrevista com o baterista do Metallica, Lars Ulrich. Alguns trechos da conversa podem ser conferidos abaixo.

LA Weekly: Como foi tocar nos campos de polo na noite passada?

Ulrich: Teve um pouco de vento, mas tirando isso, foi ótimo. As crianças estavam ótimas. A banda estava semi-ok, embora a gente não tenha tocado ao vivo desde Novembro. Nós nos arriscamos. Eu estou um pouco necessitado de que alguém caminhe nas minhas costas por algumas horas. Mas eu me diverti. Muitos amigos vieram, muitos rostos familiares dos últimos 25-30 anos, novos amigos e velhos amigos. Em suma, foi um dia vitorioso. As pessoas estavam animadas, o som estava bom.

LA Weekly: Você planejou diferenciar seu set para este show?

Ulrich: Quando você toca para 50 mil pessoas neste tipo de formato, você primariamente quer tocar as músicas que as pessoas conhecem. Talvez você toque mais os hinos. Algumas vezes as músicas realmente rápidas podem meio que se perder em configurações grandes. Nós tocamos em tantos setups diferentes: festivais, estádios, arenas, anfiteatros. No decorrer disso, nós descobrimos o que funciona em diferentes situações. Quando você toca em arenas, nós mudamos a setlist todos os dias e tocamos muitas músicas obscuras e b-sides, mas quando você está tocando estes eventos especiais realmente grandes como da noite passada, eu não sei se você quer começar a cavar em faixas super-obscuras de álbuns e tocar músicas que as pessoas nunca ouviram. Isso pode diminuir a vibração um pouco, especialmente quando as pessoas tem estado de pé no chão por seis ou oito horas em um calor de 30 graus.

LA Weekly: Na noite passada, quando vocês tocaram "Am I Evil?", vocês conseguiram colocar dois membros do Slayer no palco desta vez.

Ulrich: Ouça, continua rolando e caras diferentes aparecem. Se nós tentarmos ser persistentes, podemos conseguir colocar todo mundo em algum momento. Eu estava falando para o [guitarrista do Slayer] Kerry King na noite passada, depois do show, entre Sofia [Bulgária] e a noite passada, nós tivemos todos os quatro membros do Slayer lá - seja para a jam ou para a foto de trás do DVD [do Big 4]. Nós estamos melhorando entre Sofia e o Coachella.

LA Weekly: Por que vocês escolheram a "Am I Evil?" do Diamond Head?

Ulrich: Eu não posso te dizer uma razão cósmica. Nós sentimos que você não vai convidar as pessoas para vir ao palco e começar a tocar uma música do Metallica. Pareceria meio egoismo, então você quer achar uma música cover que tenha alguma resonância entre o que está rolando. Todo mundo tem influências diferentes, inspirações diferentes, mas certamente a banda Diamond Head tem muito a responder quando tem a ver com as quatro bandas tocando no deserto em 2011 em termos de linhagem. Eles provavelmente são uma das maiores razões da gente existir. Quando [Dave] Mustaine estava no Metallica, ele era muito inspirado por eles. Eu sei que o Diamond Head pode não ter tido a mesma relevância para os caras do Slayer, mas você precisa achar um bom ponto médio em algum momento. Nós temos mais meia dúzia de shows neste verão. Eu gostaria de ser um pouco mais aventureiro e não confiar sempre na mesma música se houver mais jams. Há outras coisas que podemos fazer, e eu sei que o Tom [Araya] do Slayer estava falando sobre a "The Four Horsemen" [do Metallica]. Convidar outras bandas para vir e tocar uma música do Metallica simplesmente não parece certo.


Fonte.: http://www.metalremains.com

Vídeos de Orion e Am I Evil? de Indio, Califórnia

 
O visitante Raphael Haefeli esteve presente durante a histórica apresentação do Big Four no último sábado, 23 de Abril, em Indio, Califórnia, e disponibilizou para o Metallica Remains uma gravação amadora da jam de "Am I Evil?" que os membros do Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax realizaram durante o evento.
Vídeos oficiais do Metallica.com, do meet-and-greet, sala de ensaios, e da banda tocando "Orion" e "Am I Evil?" , foram disponibilizados e podem ser conferidos abaixo.
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Fonte.:http://www.metalremains.com

Entrevista de James Hetfield para a radio 103.5

A rádio 105.3 de San Diego, Califórnia, realizou uma entrevista com o frontman do Metallica, James Hetfield, neste último sábado (23 de Abril), antes do show do "Big Four" no Empire Polo Grounds em Indio, Califórnia. Assista ao vídeo abaixo.

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Lançamento do livro Enciclopédia Metallica no Brasil

A editora Beast Book divulgou o seguinte press-release, a respeito do lançamento do livro "Enciclopédia Metallica" no Brasil:

Após o lançamento de "30 Anos Da Besta", biografia não autorizada do Iron Maiden, a Beast Books - editora especializada em livros sobre rock - vem com seu segundo lançamento, o primeiro de 2011: "Enciclopédia Metallica".

Com mais de 190 páginas, "Enciclopédia Metallica" é o primeiro lançamento do estilo em português, uma enciclopédia de verbetes relacionados a uma das maiores bandas de rock/metal do mundo, o Metallica. Um A à Z sobre tudo que envolve a banda: músicas, discos, membros passados e presentes, influências, amigos e muito mais sobre as quase três décadas de carreira da banda de metal americana mais bem sucedida comercialmente. Das raízes thrash até o controverso "St. Anger", muitas informações e curiosidades sobre os mestres do rock pesado.

O livro foi escrito pelos jornalistas ingleses Malcolm Dome e Jerry Ewing (ambos com passagem em revistas de renome como Kerrang!, Raw e Vox) e vem com um novo trabalho de revisão e acabamento via Beast Books, o livro é todo ilustrado e apresenta curiosidades para os fãs ocasionais e mesmo os mais aficcionados no conjunto.

Sendo uma das atrações principais do festival Rock In Rio, que acontece no Rio De Janeiro no mês de Setembro, o Metallica chega ao Brasil com todo o peso e importância que lhe é devido, nos palcos e nas prateleiras.

Serviço

Título: Enciclopédia Metallica
Editora: Beast Books
Autores: Malcolm Dome e Jerry Ewing
Assunto: Biografia
Idioma: Português
Páginas: 196
Venda: Rede Saraiva
Fonte.: Metal Remains

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Logotipo Metallica
Metallica ao vivo em Londres, 2008.: Kirk Hammett, Lars Ulrich, James Hetfield, Robert Trujillo
Informação geral
Origem Los Angeles, Califórnia
País  Estados Unidos
Gêneros Heavy metal, thrash metal, speed metal, hard rock
Período em atividade 1981 – atualmente
Gravadora(s) Warner Bros., Elektra, Vertigo, Megaforce, Sony (Japão)
Afiliações Megadeth, Echobrain, Spastik Children, Leather Charm, Exodus
Página oficial www.metallica.com
Integrantes
James Hetfield
Lars Ulrich
Kirk Hammett
Robert Trujillo
Ex-integrantes
Ron McGovney
Dave Mustaine
Cliff Burton (falecido)
Jason Newsted

  • 1 História

    História

    Primórdios (1981–1983)

    O Metallica foi formado em Los Angeles, Califórnia, no início de 1981 quando o baterista Lars Ulrich colocou um anúncio num jornal de Los Angeles—The Recycler—que dizia "Baterista à procura de outros músicos de metal para jam com Tygers of Pan Tang, Diamond Head e Iron Maiden". Os guitarristas James Hetfield e Hugh Tanner de Leather Charm responderam ao anúncio. Embora ele não tivesse formado uma banda, Ulrich perguntou para o fundador da Metal Blade Records Brian Slagel se ele podia gravar uma canção para a próxima compilação da gravadora intitulada Metal Massacre. Slagel aceitou e Ulrich recrutou Hetfield para cantar e tocar guitarra.
    Ulrich conversou com seu amigo Ron Quintana, que estava criando nomes para um fanzine. Quintana tinha proposto os nomes Metal Mania e Metallica. Ulrich utilizou Metallica para o nome de sua banda. Um segundo anúncio foi colocado no The Recycler para a posição de guitarrista solo. Dave Mustaine respondeu, e depois de verem seu equipamento caro de guitarra, Ulrich e Hetfield o recrutaram. No início de 1982, o Metallica gravou a primeira canção de sua autoria, "Hit the Lights", para a compilação Metal Massacre I. Hetfield tocou baixo na canção e Lloyd Grant foi creditado como o autor de um solo de guitarra. Lançado em 14 de Junho de 1982, a primeira prensagem de Metal Massacre I listou incorretamente a banda como "Mettallica". Apesar de indignado pelo erro, o Metallica conseguiu criar suficiente "buzz" com a canção, e a banda fez seu primeiro concerto ao vivo em 14 de Março de 1982, na Radio City em Anaheim, Califórnia com o novo baixista Ron McGovney. O Metallica gravou sua primeira demo, intitulada No Life ´Til Leather, um nome inspirado pelos primeiros cartões de visita de Quintana, no início de 1982. No Outono de 1982, Ulrich e Hetfield assistiram a um show na casa noturna Whisky a Go Go em que apresentou o baixista Cliff Burton em uma banda chamada Trauma. Os dois ficaram impressionados por Burton utilizar um pedal wah-wah e o convidaram para se juntar ao Metallica. Hetfield e Mustaine queriam McGovney fora da banda porque achavam que ele "não contribuia em nada, apenas seguia." Embora Burton tenha inicialmente recusado a oferta, no final daquele ano ele a aceitou com a condição da banda mover-se para San Francisco. A primeira apresentação ao vivo do Metallica com Burton foi na casa noturna The Stone em Março de 1983, e a primeira gravação com Burton foi a demo Megaforce, de 1983.
    O Metallica estava pronto para gravar seu álbum de estreia. Porém, quando a Metal Blade se mostrou incapaz de financiá-lo, a banda começou a buscar outras opções. O promotor de concertos Johnny "Z" Zazula, que tinha ouvido a demo No Life 'til Leather, de 1982, ofereceu-se para mediar um acordo de gravação entre o Metallica com as gravadoras de Nova Iorque. Depois de não despertar nenhum interesse de várias gravadoras, Zazula emprestou dinheiro para financiar o orçamento da gravação e assinou com o Metallica para a sua própria gravadora, Megaforce Records. Os membros da banda decidiram expulsar Mustaine devido às drogas, abuso de álcool e comportamento violento. O guitarrista Kirk Hammett do Exodus voou para substituir Mustaine na mesma tarde. O primeiro show do Metallica com Hammett foi em 16 de Abril de 1983, na casa noturna The Showplace em Dover, Nova Jérsei.
    Mustaine manifestou o seu desagrado por Hammett em entrevistas. Ele disse: "Hammett roubou meu trabalho, mas pelo menos eu transei com sua namorada antes dele tomar o meu trabalho — como eu gosto, Kirk!" Mustaine foi "passado para trás" porque ele acredita que Hammett se tornou popular ao tocar músicas de sua autoria.

    Kill 'Em All e Ride the Lightning (1983–1984)

    Em 1983, Metallica viajou para Rochester, Nova Iorque para gravar seu primeiro álbum, que teria o título provisório de Metal Up Your Ass, produzido por Paul Curcio. Devido a conflitos com a gravadora da banda e os distribuidores se recusarem a lançar um álbum com esse título, ele foi renomeado Kill 'Em All. Lançado pela Megaforce Records nos EUA e Music for Nations na Europa, o álbum culminou no número 120 da Billboard 200. A banda embarcou com Raven na turnê Kill 'Em All for One para apoiar o lançamento. Em Fevereiro de 1984, o Metallica apoiou a banda inglesaVenom na turnê Seven Dates of Hell, onde eles tocaram para 7,000 pessoas no Aardschok Festival em Zwolle, Países Baixos.
    O Metallica gravou seu segundo álbum de estúdio, Ride the Lightning, no estúdio Sweet Silence em Copenhague, Dinamarca. Lançado em agosto de 1984, o álbum culminou no número 100 na Billboard 200. Uma prensagem francesa erroneamente imprimiu a capa do álbum na cor verde, e esses poucos discos comercializados com essa capa, hoje são considerados itens de coleção. O álbum inclui canções como "For Whom the Bell Tolls", "Creeping Death" (que narra a história bíblica do êxodo de escravidão dos hebreus no Egito, incidindo sobre as diversas pragas que foram visitados com os egípcios), a balada "Fade to Black" (que versa sobre depressão e suicídio) e a instrumental "The Call of Ktulu". Mustaine recebeu credito como letrista para "Ride the Lightning" e co-autor na instrumental "The Call of Ktulu".

    Master of Puppets (1984–1986)


    O diretor de A&R da Elektra Records Michael Alago, e co-fundador do Q-Prime Management Cliff Burnstein, assistiu um concerto do Metallica em setembro de 1984. Impressionado com o que viu, ele contratou o Metallica para a Elektra Records, e fez a banda de um cliente da Q-Prime Management. O crescente sucesso do Metallica foi tal que a gravadora britânica Music for Nations emitiu uma edição limitada do EP Creeping Death, que vendeu 40.000 exemplares como uma importação nos EUA. Duas das três canções do registro (versões cover de Diamond Head "Am I Evil?", e de Blitzkrieg "Blitzkrieg") apareceram no relançamento de Kill 'Em All em 1989 pela Elektra Records. O Metallica embarcou na sua primeira grande turnê Europeia com Tank a uma audiência média de 1.300 pessoas. Retornando para os EUA, marcou uma turnê co-headlining com W.A.S.P. e suporte de Armored Saint. Metallica fez seu maior show até então no festival Monsters of Rock em 17 de agosto de 1985, com Bon Jovi e Ratt em Donington Park, na Inglaterra, tocando na frente de 70.000 pessoas. Um show em Oakland, Califórnia no festival Days on the Green viram a banda tocar em frente a uma multidão de 60.000 pessoas.[10]
    O terceiro álbum de estúdio do Metallica, Master of Puppets foi gravado no Sweet Silence Studios, e foi lançado em março de 1986. O álbum culminou no número 29 na Billboard 200, e permaneceu durante 72 semanas na parada. O álbum foi o primeiro da banda a ser certificado como disco de ouro em 4 de novembro de 1986, e foi certificado seis vezes platina em 2003. Steve Huey de Allmusic considerou o álbum "a maior realização da banda". Na sequência do lançamento do álbum, Metallica apoiou Ozzy Osbourne numa turnê nos EUA. Hetfield quebrou seu pulso andando de skate e continuou a turnê apenas cantando, com o técnico de guitarra John Marshall tocando a guitarra base.

    Morte de Cliff Burton (1986–1987)


    Um memorial para Burton, em Ljungby, Suécia
    Em 27 de setembro de 1986, durante a parte europeia da turnê Damage Inc., Cliff Burton faleceu perto de Ljungby, Suécia (em uma viagem entre Estocolmo e Copenhague) quando o ônibus da turnê deslizou na rodovia congelada e tombou. A morte de Burton resultou em questionamentos sobre o futuro da banda. Por fim os três membros remanescentes decidiram continuar o trabalho, e com o apoio da família de Burton começaram a busca por um substituto. A canção "To Live is to Die" foi gravada posteriormente em homenagem a Burton. Na música podem ser ouvidas frases na voz de Burton: "Quando um homem conta uma mentira ele mata alguma parte do mundo. Estas são as pálidas mortes com que homens desperdiçam suas vidas. Isso tudo eu não posso mais suportar, presenciar. O reino da salvação não pode me levar para casa?". O corpo de Cliff foi cremado e as cinzas lançadas em Maxwell Ranch. Na cerimónia, foi tocada a música "Orion" (um instrumental) do álbum "Master of Puppets". O Metallica tocou esta música em um medley em 1992 em San Diego na Califórnia junto com outras músicas, entre elas "My Friend of Misery" e citações a "(Anesthesia) Pulling Teeth" do álbum Kill 'Em All por várias distorções de baixo entre um solo e outro.
    A partir das audições para a escolha de um novo baixista estava Les Claypool (da banda Primus), um amigo de infância de Hammett. A banda gostou do baixista, mas considerava seu estilo muito diferente do estilo do Metallica. O convite foi feito a Jason Newsted. Jason reuniu-se à banda oficialmente em 28 de outubro de 1986, três semanas após o funeral de Burton. A turnê foi terminada nos primeiros meses do ano seguinte. Em julho de 1987 gravaram The $5.98 E.P.: Garage Days Re-Revisited para testar um novo estúdio que eles haviam construído e para mostrar ao Mundo o talento de Newsted.

    ...And Justice for All (1988–1990)

    ...And Justice for All foi lançado em 1988, o primeiro de estúdio desde a morte de Burton. Ele teve grande sucesso comercial, atingindo a sexta posição da Billboard 200, o primeiro álbum da banda a estar entre os dez primeiros. Apesar de críticas, em 1989 a banda recebeu sua primeira indicação ao Grammy pelo álbum, para a categoria Melhor Desempenho de Hard Rock/Metal Vocal Ou Instrumento. Entretanto, o prêmio foi ganho pela banda Jethro Tull pelo seu álbum Crest of a Knave. O resultado gerou muita controvérsia, pois a banda realmente esperava ganhar o prêmio e já estava na saída dos fundos do palco esperando ser chamada, logo após ter apresentado a canção "One". Os integrantes do Jethro Tull (por muitos a banda não é considerada nem mesmo de hard rock e metal) não haviam nem mesmo ido à cerimônia, assumindo que sua chance de ganhar o prêmio era ínfima.
    Seguido do lançamento de …And Justice for All, O Metallica firmou pela primeira vez seu compromisso com a grande mídia da música com seu primeiro vídeo musical para a canção "One". A banda apresentou a canção em um depósito abandonado, e o vídeo foi remixado com cenas de uma versão do filme Johnny Got His Gun. Ao invés de organizar um acordo de licença para apresentar cenas do filme, a banda simplesmente comprou os direitos da obra. O vídeo foi enviado à MTV, com uma versão alternativa somente com a banda tocando, caso a emissora não aceitasse a versão original. Apesar de sua duração longa, a MTV aceitou o vídeo, e ambas as versões passaram a ser apresentadas.

    Metallica (1990–1993)

    Em 1991, o Metallica lançou o álbum homônimo Metallica (popularmente conhecido como The Black Album ou O Álbum Negro), que inclui canções como "Nothing Else Matters", "Enter Sandman", "Sad but True", "The Unforgiven", "Holier Than Thou", "Wherever I May Roam",Through The Never", My Friend Of Misery" e "Of Wolf And Man". A gravação foi co-produzida com Bob Rock, que já havia trabalhado com bandas de hard rock como The Cult, Bon Jovi e Mötley Crüe. O álbum possui uma capa toda preta com uma imagem pálida de uma cobra em um dos cantos, com o nome da banda no canto oposto. As sessões de gravação tornaram-se um processo longo e árduo, durando mais de um ano devido a conflitos entre os integrantes e argumentos com Rock sobre a direção do álbum, escopo e som. O custo de gravação superou um milhão de dólares. Entretanto, apesar da batalha para seu término, o álbum tornou-se o lançamento mais bem sucedido da banda, atingindo o topo da Billboard.
    O primeiro single de Metallica foi "Enter Sandman", mostrando um estilo de música mais lento que trabalhos anteriores da banda. Devido ao novo estilo do som, mais alegações sobre uma "banda vendida" foram direcionados ao Metallica através da década de 1990. Em 1992, durante uma turnê muito bem sucedida financeiramente com o Guns N' Roses, Hetfield sofreu severas queimaduras de segundo e terceiro grau devido a pirotecnia durante a abertura de "Fade to Black", impedindo-o de tocar guitarra por uma período da turnê. O roadie da banda e guitarrista do Metal Church, John Marshall preencheu a posição da guitarra de Hetfield durante esse período.

    Load, ReLoad e Garage Inc. (1994–1999)

    Após quase três anos de suporte ao álbum, incluindo uma apresentação no Woodstock 1994, a banda entrou em estúdio para escrever e gravar seu sexto álbum, Load. Interromperam esse período em meados de 1995 e apresentaram-se em três concertos ao ar livre, a chamada Escape from The studio Tour 1995, com bandas como Slayer, Skid Row, Slash's Snakepit, Therapy? e Corrosion of Conformity. Load foi lançado em 1996, e durante sua produção inicial a intenção era um álbum duplo. Entretanto, foi decidido que seria melhor lançar somente metade das canções primeiro, continuar o trabalho nas canções remanescentes, e lançá-las no ano seguinte. Essa continuação do trabalho resultou no álbum seguinte da banda, ReLoad, de 1997.
    Esses dois álbuns representaram uma significativa mudança musical para o Metallica. as melodias rápidas de heavy metal com composições sobrepostas de guitarra foram substituídas por melodias de blues e guitarra havaiana. Suas vendas foram inferiores às vendas dos três álbuns anteriores.
    Em 1998, foi lançada a compilação Garage Inc., que consistia em um álbum duplo. O primeiro CD contém gravações inéditas de covers de bandas como Killing Joke, The Misfits, Thin Lizzy, Mercyful Fate, Black Sabbath, Nick Cave e Bob Seger. O segundo CD contém gravações antigas de covers, incluindo o EP The $5.98 E.P.: Garage Days Re-Revisited.
    Em 7 de março de 1999, a banda foi indicada à calçada da fama de San Francisco. O então prefeito da cidade Willie Brown, proclamou aquele como sendo o "Dia Oficial do Metallica" em San Francisco. Um mês depois em 21 e 22 de abril, a banda gravou duas apresentações com a San Francisco Symphony Orchestra, na época conduzidas por Michael Kamen. Kamen, que já havia trabalhado com Bob Rock em "Nothing Else Matters", havia entrado em contato com a banda oito anos antes, logo após o lançamento do Álbum Preto, com ideias sobre a junção da música do Metallica com uma orquestra sinfônica. Kamen e sua equipe compuseram material de orquestra adicional para um número de canções da banda, e os concertos apresentaram uma seleção de canções datadas até a época de Ride the Lightning. A banda também escreveu duas novas canções com Kamen para o evento, "No Leaf Clover" e "Minus Human". A gravação de áudio e o vídeo do concerto foram lançadas em novembro de 1999 com o nome S&M, em CD, VHS, VCD e DVD.

    Controvérsia do Napster (2000-2001)

    Em 2000, os integrantes do Metallica descobriram que uma versão demo de sua canção "I Disappear", que era composta para ser lançada junto à trilha sonora do filme Mission: Impossible II, estava tocando nas rádios. Após descobrir a fonte de distribuição, a banda encontrou o arquivo na rede peer-to-peer de compartilhamento de arquivos do Napster, e também descobriram que todo seu catálogo foi livremente disponibilizado. Foi iniciada uma ação judicial contra o Napster com Metallica deixando a ação judicial na United States District Court for the Central District of California, alegando que a Napster violou três áreas da lei: violação de direitos autorais, utilização ilegal de interface dispositivo de áudio digital, e Racketeer Influenced and Corrupt Organizations Act.
    Ações legais também foram iniciadas contra a Universidade de Yale, Universidade do Sul da Califórnia e Universidade de Indiana, por não bloquearem o Napster em seus campi. No ano seguinte, ambas as partes concordaram em um acordo fora dos tribunais que levou ao bloqueio de contas de utilizadores do Napster, e a banda não iniciou ações legais contra indivíduos por violação de direitos autorais.


    Lars liderou o caso contra Napster
    Com a controvérsia sobre a validade ou não de compartilhadores de arquivo, páginas web publicavam paródias dos membros da banda. Como retaliação, Ulrich apareceu no MTV Video Music Awards de 2000, em um vídeo com o apresentador daquele ano Marlon Wayans, no qual arruinava a ideia de usar o Napster para compartilhar música. Marlon interpretava um estudante universitário sentado em seu dormitório, ouvindo a canção "I Disappear" do Metallica. Ulrich, interpretando a si próprio, aparece e pede uma explicação. Após receber a desculpa de Wayan de que usando o Napster estava somente compartilhando, Lars replicou que a ideia de Marlon sobre compartilhar era simplesmente emprestar coisas que não eram suas sem pedir. Ele chamou então a equipe de turnê da banda, que proseguiu confiscando todos os pertences de Wayan, deixando-o quase nu em um quarto vazio. O criador do Napster Shawn Fanning respondeu posteriormente à cerimônia ao apresentar um prêmio vestindo uma camiseta do Metallica com os dizeres "Eu peguei esta camisa emprestada de um amigo. Talvez, se eu gostar dela, irei comprar uma própria".
    O desgaste da imagem da banda junto a seu público foi grande, já que a banda iniciou sua carreira na cena underground com a troca de bootlegs de suas apresentações. Esse fato fez com que a imagem da banda, que já estava arranhada pelos dois álbuns de estúdio anteriores, ficasse ainda mais comprometida junto a seus fãs mais antigos. A defesa da banda era que o Napster estava permitindo acesso livre a todo o seu catálogo e não somente os bootlegs ao vivo.

    Saída de Newsted, St. Anger e MTV Icon (2001–2005)

    Com planos de volta aos estúdios em 2001, Newsted deixou a banda em janeiro alegando que danos físicos após vários anos tocando com o grupo. Entretanto, entrevistas posteriores com Newsted e os integrantes remanescentes revelaram que o desejo de Newsted de lançar um CD e entrar em turnê com seu projeto paralelo Echobrain, e a resistência intensa de Hetfield à ideia, foi a causa primordial da saída do músico. Jason também alegou que não havia espaço para ele compor porque James Hetfield "impôs" essa barreira.
    Em julho de 2001, Hetfield entrou em reabilitação devido a alcoolismo e outros vícios, e por quase um ano a banda entrou em hiato. Com a volta do vocalista, a banda voltou lentamente como um trio para a composição e gravação do próximo álbum. A tarefa de tocar baixo nas sessões de gravação havia sido desempenhada pelo produtor e conhecido da banda Bob Rock. A gravação do álbum foi documentada para o filme Some Kind of Monster.
    No início de 2003, seguido da gravação do álbum, o Metallica iniciou audições para a escolha de um substituto permanente para Newsted. Robert Trujillo, anteriormente do Suicidal Tendencies e da banda de Ozzy Osbourne, foi escolhido como novo baixista. Jason Newsted acabou reunindo-se com a banda de thrash metal Voivod em 2002. Acabou também substituindo Robert Trujillo na banda de Ozzy durante a turnê Ozzfest de 2003.
    Metallica foi escolhido como ícone da MTV para 2003, com o evento realizado em Universal City, Califórnia. É caracterizado por desempenhos Sum 41, Staind, Avril Lavigne, Snoop Dogg, Korn e Limp Bizkit, bem como a celebridade participações de Rob Zombie, Lisa Marie Presley, Jim Breuer, Sean Penn, entre outros. O especial celebrado com o Metallica executar um medley de canções de seus primeiros álbuns, que abrangem 1983-1991, seguido do seu Frantic mais recente single, " ". Foi a sua primeira aparição na televisão com o baixista Robert Trujillo, que se juntou à banda poucos meses antes. MTV criou um site para promover o especial, com depoimentos de celebridades e músicos, incluindo Kelly Osbourne, Sully Erna de Godsmack, Ja Rule, e Dave Farrell "Phoenix" e Chester Bennington do Linkin Park.
    Em junho de 2003 foi lançado o oitavo álbum de estúdio do Metallica, St. Anger, estreando na primeira posição das paradas musicais da Billboard 200. Intencionalmente seco e bruto, e também desprovido quase que completamente de solos de guitarra, foi seguido de críticas do fãs. Apesar disso, o álbum ganhou o Grammy Award de 2004 para Melhor Desempenho de Metal.
    Após turnês extensas divulgando o álbum na Summer Sanitarium Tour 2003 e na Madly in Anger with the World, a banda entrou em hiato dos concertos e passou a maior parte de 2005 com amigos e família.

    Death Magnetic (2006-2009)

    Em 16 de fevereiro de 2006 a banda anunciou em sua página oficial que após um relacionamento de mais de quinze anos, o produtor musical de longa data Bob Rock não gravaria o próximo álbum de estúdio do Metallica. O grupo gravou em 2008 um álbum de estúdio com o produtor Rick Rubin, que já trabalhou com outras bandas proeminentes de rock e metal como Slayer, System of a Down, Slipknot, Red Hot Chili Peppers, Rage Against the Machine e atualmente Linkin Park. A banda esteve em Portugal a 28 de junho de 2007, na sua Sick of the Studio Tour, proporcionando um grande concerto no festival Superbock Superock, juntamente com Joe Satriani e Mastodon, onde tocaram temas poucos habituais nos seus concertos, como a instrumental "Orion" e a canção "...And Justice for All", a banda já não tocava essas músicas ao vivo há mais de dezoito anos.
    Em 12 de setembro de 2008 foi lançado Death Magnetic; o álbum alcançou o topo em vários países e foi aclamado pela critíca e por boa parte dos fãs. Em 21 de outubro de 2008, o Metallica inicia a turnê "World Magnetic Tour", que estava associada ao Death Magnetic, que acabou em 21 de Novembro de 2010.
    Em 3 de abril de 2009, o Metallica lança o single "Broken, Beat & Scarred", que também fazia parte do álbum Death Magnetic.
    Nos dias 4, 6 e 7 de junho, o Metallica fez shows na Cidade do México, no México. Mais tarde é lançado o DVD ao vivo Orgulho, Paixão e Glória: Três Noites na Cidade do México. Em 7 de julho de 2009, a turnê passou pela França, onde o Metallica fez um show ao vivo, que posteriormente lançaram o DVD ao vivo Français Pour Une Nuit.

    Hall of Fame Metallica (2009)

    Metallica subiu ao palco para tocar um medley de seus principais hits, entre eles "Enter Sandman" e dois dos baixistas do grupo, Jason Newsted e Robert Trujillo tocaram juntos. O vocalista James Hetfield e o baterista Lars Ulrich se abraçaram no palco após falar com o público e agradeceram aos fãs que acompanharam os altos e baixos da banda, como a morte do primeiro baixista Cliff Burton em 1986.
    - Sonhem alto e se atrevam a errar. Eu os desafio a fazer isso, porque isso aqui (o sucesso do Metallica) é uma prova viva de que é possível transformar um sonho em realidade - disse Hetfield.
    O Metallica surgiu na década de 80 e chegou ao auge com álbuns como "Master of Puppets", de 1986, e "Metallica", de 1991. Mas a influência do grupo foi além das fronteiras da música. No início de 2000, o grupo processou o site de compartilhamento de música Napster, sob a alegação de infração de direitos autorais. A batalha levou ao surgimento dos downloads legais e à ascensão de sites como o iTunes, da Apple, de venda de música online.
    Os nomeados da noite de sábado saíram das raízes do Rock and Roll, personificada por Wanda Jackson, que começou sua carreira tocando com Elvis Presley e Johnny Cash, chegando ao roqueiro clássico Jeff Beck, que foi convidado pelo guitarrista do Led Zeppelin, Jimmy Page.
    Os nomeados são escolhidos por 600 pessoas de um grupo de cantores elegíveis 25 anos depois de seu primeiro álbum ser lançado. Entrar para ao Hall of Fame é considerado uma grande honra entre músicos do rock, desde a década de 50.

    Volta ao Brasil (início de 2010)

    Depois de 11 anos de ausência, o Metallica retornou ao Brasil no início de 2010 para três shows, em Porto Alegre (28 de janeiro) e São Paulo (30 e 31 de janeiro). Na primeira noite na capital paulista, o show teve todos os 68 mil ingressos vendidos, lotando o Estádio do Morumbi[30]. Nas três apresentações no Brasil, a banda tocou várias músicas que levaram o público ao delírio, seus grandes clássicos, além de músicas do mais recente álbum Death Magnetic, de 2008. Os dois shows em São Paulo tiveram a abertura da banda brasileira Sepultura. Em Porto Alegre, o Metallica se apresentou pela segunda vez, mas o vocalista James Hetfield se enganou ao dizer aos porto-alegrenses que o Metallica estava pela primeira vez na cidade, mas logo o guitarrista Kirk Hammett corrigiu fazendo um sinal com as mãos mostrando que era a segunda apresentação.

    "The Big Four" e um novo álbum (2010-presente)

    Em junho de 2010, Metallica, juntamente com Slayer, Megadeth e Anthrax, realizaram uma turnê juntos na Sonisphere Festival na Polónia, República Checa, Bulgária, Roménia e Turquia, chamada Big Four of Thrash. Em 22 de junho, todas as bandas tocaram no mesmo palco juntas pela primeira vez, em Sofia Bulgária, a música "Am I Evil?", cover de Diamond Head realizado pela primeira vez em 1984, pelo Metallica. Esta é também a primeira vez que James Hetfield e Dave Mustaine tocaram juntos desde 1983, quando Mustaine foi expulso do Metallica. Os shows foram gravados e editados e, em seguida, foi ao ar em mais de 800 cinemas em todo o mundo no mesmo dia do festival. Esse show marcou a história do rock, e foi gravado em DVD/Blu-ray ao vivo, initulado "The Big 4 Live from Sofia, Bulgaria".
    Em Outubro de 2010 a banda foi confirmada no Rock in Rio 4, que vai acontecer no Rio de Janeiro em Setembro de 2011.
    Em uma entrevista de novembro de 2010 com The Pulse of Radio, Lars Ulrich afirmou que o Metallica quer voltar a escrever novamente para 2011. Ulrich afirmou: "Há um monte de boatos no ar em 2011, mas acho que o principal é que realmente queremos voltar a escrever novamente. Nós não escrevemos desde 2006 ou 2007, e por isso nós queremos ser criativos novamente. Provavelmente, eu diria, março ou abril, e começar, provavelmente, volta a escrever algumas músicas", diz Lars Ulrich.
    Em 13 de dezembro de 2010, o Metallica anunciou que voltará a realizar o Big Four, durante o Sonisphere Festival, no Reino Unido, em 8 de julho de 2011. Esta será a primeira vez que todos os membros do Big Four vão estar no mesmo palco no Reino Unido. O show acontecerá em Knebworth House, Hertfordshire. Outro show do Big Four foi anunciado que terá lugar na França em 9 de julho de 2011.
    Segundo a Rolling Stone, Kirk Hammett, revelou ao site que a banda deve voltar ao estúdio em Maio, para começar um novo projeto. "Nós queremos gravar isto em duas semanas", disse Hammett. "Nós tínhamos planejados fazer isto em Março, mas adiamos para Maio. Eu não quero dar muitas informações, mas não é uma gravação 100% Metallica. É um projeto de gravação, vamos colocar desta forma. Mas sem ir muito a fundo, é mais um projeto de gravação do que um álbum do Metallica realmente. Se vamos conseguir fazer isto em duas semanas ou não, ainda não sabemos", diz Kirk Hammett.

Metallica: a mórbida obsessão da banda pela morte

Quantas vezes a banda usou "die", "death" ou "dying" em suas letras?

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Metallica: Rick Rubin produzirá novo disco, diz Trujillo


Em entrevista durante a passagem do Big Four pela Califórnia, o baixista Robert Trujillo confirmou que Rick Rubin produzirá o próximo álbum do Metallica. “Amo trabalhar com ele. Rick, para mim, é o guru que o Metallica  precisa nesse momento. Estamos empolgados para escrever novas músicas. Acho que vai ficar ainda melhor mais para frente”.
Ele também afirmou que terá um papel mais atuante no novo trabalho. “'Death Magnetic' foi meu primeiro disco com a banda, estava testando o ambiente. Agora estou mais confortável e as coisas devem fluir melhor. Acho que a mesma coisa pode ser dita em relação a Rick”.


"And Justice For All", o álbum mais injustiçado do Metallica?

O ano de 1986 representou um período onde o Metallica experimentou emoções extremamente fortes e antagônicas. De início, a banda viveria a alegria e euforia geradas pelo lançamento de “Master Of Puppets”, que se colocava como o maior sucesso da banda até então, em termos de público e crítica, um álbum tido até hoje pela maioria como o ponto mais alto da carreira do grupo e que se tornaria um dos maiores clássicos da história do metal. Entretanto, todo aquele sucesso, loucura e excitação que continuariam na turnê que se seguiu ao lançamento do disco sofreriam um golpe pesado demais quando, no dia 27 de setembro daquele mesmo ano, um acidente com o ônibus da banda numa viagem na Suécia encerraria a carreira do lendário baixista Cliff Burton, num dos eventos mais trágicos e tristes já ocorridos envolvendo uma banda de heavy metal.

Continuar era algo absolutamente difícil, pois se já não bastasse o trauma do acidente em si, a banda perdera um companheiro e também um músico cuja qualidade técnica e inventividade não seriam encontradas em qualquer lugar. No entanto, após se recobrarem daquela perda, os três remanescentes decidem seguir adiante e então o Metallica anuncia que haveria uma audição para escolherem o substituto de Cliff. O posto ficaria com Jason Newsted, que vinha do Flotsam and Jetsam. O próximo passo, entre litros e mais litros de cerveja, era ensaiar para conseguir o entrosamento de Jason com o restante da banda e, a partir dali, iniciar o processo de composição e gravação de um novo álbum. O "Garage Days Re Revisited", um EP de covers lançado em 1987 com essa nova formação, seria considerado por muitos como o teste final de Newsted e até mesmo do próprio Metallica, antes de ir em frente. O que viria a seguir era o quarto álbum de estúdio, uma obra que mesmo obtendo enorme sucesso comercial e ainda sendo querida pela grande maioria dos fãs, pode ser considerada como um disco injustiçado até hoje. Estamos falando do excelente “...And Justice For All”.
Você pode estar pensando agora, “o que diabos esse sujeito está escrevendo? Como chamar de injustiçado um disco que foi um grande sucesso comercial, que a maioria dos fãs do Metallica gosta, que inclusive representa para alguns mais radicais um divisor na carreira da banda, já que existem aqueles mais puristas que consideram que o ‘verdadeiro Metallica’ é aquele do ‘...And Justice...’ pra trás?”. É exatamente isso que tentaremos discutir nas linhas a seguir.
Não é o objetivo aqui entrar no mérito de discutir se os quatro últimos trabalhos da banda são melhores, piores ou do mesmo nível que os primeiros quatro discos. Apesar disso, não é segredo para ninguém que existe um considerável número de pessoas que repete insistentemente que os melhores álbuns do Metallica são justamente os gravados no período de 1983 a 1988. Mesmo assim, qualquer um que já tenha conversado sobre o assunto “Metallica” ou procurado informações sobre a história e obra da banda, sendo fã ou não, já ouviu coisas como “o Metallica acabou depois do ‘Master’”, ou “a banda gravou três clássicos absolutos e ainda tem o ‘...And Justice...’, que também é bom”. É justamente nesse ponto que começa a análise desse disco. O que sempre se observou de boa parte das pessoas é que se houvesse como estratificar a obra de James Hetfield e cia. por níveis, “...And Justice For All” ocuparia uma posição intermediária. É como se no lugar mais alto de um suposto pódio, “Kill 'Em All”, “Ride The Lightning” e “Master of Puppets” estivessem juntos, enquanto “...And Justice...” ficaria num segundo plano, acima de todos os demais álbuns da banda, mas num nível diferente e bem atrás das três primeiras obras já citadas. A questão que devemos analisar é se, opiniões pessoais à parte, esse trabalho de 1988 realmente está em um nível inferior ao da “trilogia sagrada” da banda.
Esse quarto álbum do grupo já gerou todos os tipos de comentários, histórias, lendas, teorias absurdas e folclores que se possa imaginar. Na verdade, histórias curiosas (verídicas ou não), acerca desse período da carreira do Metallica vêm de antes de seu lançamento. Já se falou que o verdadeiro teste para Jason entrar na banda foi ver até onde ele conseguia beber, já se falou que a bateria do disco teria sido gravada por Dave Lombardo, já se falou que o baixo quase inaudível desse disco seria fruto da vontade de Hetfield e Lars Ulrich, após compararem o som do novo integrante com o de Cliff Burton.
Mas vamos aos fatos. “...And Justice For All” é uma obra que honra cada letra da palavra ‘metal’, tanto na sua temática quanto na execução. Um misto de desolação e raiva são a constante no clima desse disco e que o transformam num dos trabalhos mais originais e bem executados da banda. Por mais que esse álbum já tenha recebido elogios, o que se falou até hoje é pouco diante de sua qualidade. As críticas que sofreu e que ainda sofre por parte de alguns fãs, bem como o já citado ‘segundo plano’ em que ele é colocado quando comparado aos seus antecessores já são motivos de sobra para que se possa apontá-lo como um disco injustiçado. Ainda que os três primeiros trabalhos da banda guardem muito mais semelhanças entre si do que com o disco de 88 e ainda que o gosto pessoal da maior parte das pessoas aponte para uma primazia de “Kill”, “Ride” e “Master”, “...And Justice...” pode ser considerado como uma obra de mesmo nível ou, pelo menos, bem próximo. Não é questão de dizer que ele é melhor ou pior, é apenas observar que não está tão abaixo dos seus antecessores como muito se alardeia até hoje, de forma que, sob essa ótica, o status de clássico poderia caber a ele tanto quanto aos trabalhos que o precederam. Ao contrário do que se possa pensar, esse quarto álbum da banda foi aquele que mais representou uma variedade no seu som e incorporação de novos elementos desde o “Kill 'Em All”. Veja bem, antes de tentar me acertar uma pedrada, não estou falando em ter mais ou menos qualidade que os antecessores, estou dizendo que foi o álbum mais diferente da banda até então.
Certas coisas, algumas das quais fogem ao âmbito estrito da música, podem ter contribuído para que a avaliação sobre “...And Justice For All” nem sempre tenha sido a melhor possível. A coisa já começa pela ausência de Cliff Burton, passando pela maior complexidade musical e, em decorrência disso, maior cadência desse álbum, e repousando, sobretudo, naquilo que os mais radicais têm dificuldades em aceitar, que é o fato de “...And Justice...” representar o embrião do flerte do Metallica com o mundo do mainstream. “One” foi a música que representou a entrada do Metallica nos meios de comunicação para as massas, como rádios e MTV, fazendo a cabeça de muita gente já à época de seu lançamento, inclusive de muita gente que não tinha a menor noção do que era o heavy metal. Por meio dele, a banda conseguiu o melhor resultado comercial de sua carreira até então, debutando no 6º lugar na parada da Billboard. Além disso, foi indicado ao Grammy Awards de 1989 na categoria “Melhor Performance Hard Rock/Metal” (perdeu para o Jethro Tull). Isso foi um prato cheio para que se apontasse o dedo para a banda, acusando-a de estar se vendendo, ainda mais quando se lembrava que o Metallica repudiava até então coisas como esse tipo de divulgação do trabalho. Mas e o principal? E o álbum em si, como é?
Muitas pessoas afirmam sem pestanejar que esse álbum representa o ápice da banda em termos de desenvolvimento técnico. O som do Metallica havia se tornado algo bem mais complexo, com variações de andamento, mudanças e quebras inesperadas de ritmo, além de uma rifferama nada menos do que excepcional. O trabalho de bateria feito por Lars Ulrich nesse disco é memorável, os riffs e solos são bastante inspirados, o vocal de James Hetfield mantém a agressividade de outrora, mas aqui aparece mais encorpado e adulto. O grande senão dessa obra ficou justamente por conta do baixo quase inaudível. Entretanto, esse trabalho traz canções tão bem elaboradas que nem mesmo a pouca percepção de um instrumento tão importante como o baixo foi capaz de macular toda a qualidade do disco. O som mais elaborado acabou resultando em um álbum duplo, mas com apenas nove canções, muitas das quais enormes, só que com variações intensas dentro de cada música. Tal fato fez com que algumas pessoas avaliassem que esse som mais complexo havia implicado numa perda de peso em relação aos trabalhos anteriores. Todavia, se tem uma coisa que não falta a “...And Justice For All” é peso. O disco é, em vários pontos, mais cadenciado e isso sim pode ter sido um fator a mais na avaliação nem sempre favorável ao álbum. A própria banda já assumiu que sempre teve dificuldades em reproduzir ao vivo as canções desse álbum que, apesar disso, gerou uma das turnês mais bem sucedidas da carreira dos caras.
A história toda se inicia com “Blackened”, uma paulada que já começa a impressionar desde a introdução, onde foi captado o som de várias guitarras para depois ser rodado ao contrário, obtendo um efeito sonoro fantástico. Além disso, a música se estende com riffs matadores, num excelente trabalho dos guitarristas e com o vocal agressivo de Hetfield. Os violões que dão início à faixa-título precedem os mais de nove minutos de porrada, riffs agressivos, variações de velocidade e ritmo, além de melodias obscuras, numa grande música. O riff com volume crescente na introdução e o refrão bem sacado dão o tom de “Eye of the Beholder”. “One” foi o primeiro single do álbum, uma canção, como dito anteriormente, que fez a cabeça de muita gente na época do lançamento, inclusive por ter representado a primeira incursão real do Metallica no mainstream. Este fato, associado à intro e primeira parte mais lentas e suavizadas provocaram os primeiros narizes torcidos de forma mais contundente em relação à obra do Metallica, o que não anula a beleza e qualidade da música. Ponto principalmente para James Hetfield e a excelente interpretação que deu a uma das melhores letras da carreira da banda. As boas “The Shortest Straw” e “Harvester of Sorrow”, bem como a excepcional semi-instrumental “To Live is to Die” (uma homenagem a Burton) mostram toda a maturidade do Metallica naquele momento. Ainda completam o álbum duas das músicas mais injustiçadas da banda. “The Frayed Ends of Sanity” é uma das melhores de “...And Justice For All” e, no entanto, é uma das menos comentadas. Música com um ritmo e uma pegada maravilhosos, longa, mas de tamanha qualidade que ao seu final fica a impressão de se ter ouvido uma faixa de uns três minutos. O desfecho do álbum se dá com “Dyers Eve”, uma canção matadora em todos os aspectos, de uma rapidez e agressividade impressionantes, que caberia facilmente no “Kill 'Em All” e que foi tocada ao vivo pela primeira vez muitos anos após o seu lançamento. As letras desse álbum mereceriam um outro review somente para elas, dada a criatividade e teor de crítica social e aos costumes tradicionais que traziam consigo.
Não é uma questão de dizer que “...And Justice For All” seja superior a outros trabalhos da banda, sobretudo aos que o antecederam, ainda mais sendo um disco de andamento geral um pouco mais lento para os padrões tradicionais do thrash. No entanto, a real motivação desse texto (longo texto aliás) é fazer justiça e prestar homenagem a um grande trabalho que nem sempre recebeu toda a importância que realmente tem, ainda que a quantidade de elogios que se faz a ele seja bem maior que a quantidade de críticas. Agora, cabe a você dizer qual é sua opinião. Ele é um álbum realmente injustiçado, recebe a atenção que merece ou tem mais importância do que deveria? Quem realmente decide isso é você. Portanto, não deixe de dar a suas impressões e lembre-se, “justiça para todos”. 

Creditos a Ronaldo Costa