terça-feira, 31 de maio de 2011

Metallica: discurso de James Hetfield em colégio

O guitarrista/vocalista do Metallica, James Hetfield, entrou no Hall da Fama 2011 do Downey High School nesta última sexta-feira, 27 de Maio, pelos anos que estudou no colégio de Downey, Califórnia. Confira abaixo o vídeo do discurso de Hetfield, e a tradução logo em seguida.


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"A principal coisa que me vem a mente é a extrema gratidão de ser homenageado aqui na escola, onde eu me escondia na maior parte do tempo que estava aqui.
Eu odiava minha escola - literalmente. Eu era um estranho, eu não me encaixava, eu não queria me encaixar. Eu me escondia o máximo possível em minha música e ouvindo música. Sim, eu precisava aparecer nas aulas e receber créditos, só para passar, mas eu não sentia realmente que eu me identificava com alguém. Então estar aqui de volta, ser incluído no Hall da Fama, é completamente surreal e é um testamento para os sonhos das pessoas e - como a última pessoa introduzida colocou - as pessoas na categoria de estranhas, elas são capazes de se aplicarem e atingirem seus sonhos, só que de maneira diferente.
Tempos difíceis para mim no colégio - bem difíceis. Eu vim para a Downey High. Eu morava bem perto daqui. Eu ainda falo para meus filhos minha história de tentar atravessar a rua principal até aqui e ser acertado por um carro. E eles dizem, 'conte aquela lá de novo'.
Eu estou aqui para falar sobre os tempos difíceis que eu atravessei. Meu pai foi embora quando eu tinha 13 anos e minha mãe faleceu quando eu tinha 16. Eu não cheguei a terminar o colegial aqui, o que é bem triste, pois eu tinha muitos amigos aqui, e eu acabei me mudando para uma nova escola e indo morar com meu irmão mais velho. Então o colegial não foi a melhor época para mim. Mas a música era a salvação - uma grande salvação na minha vida - e eu fui capaz de subir em cima das cabeças das pessoas e seus discos e me envolver na música e, basicamente, ao invés de sair na escola, eu ia para casa e treinava guitarra, e era isso que eu fazia.
É ótimo ver jovens aqui cantando. A banda de jazz era a coisa que era oferecida aqui quando eu ia a escola. Eu achei que não tinha nenhuma conexão com o jazz, mas ouvir estas pessoas colocarem músicas modernas em versões em jazz é bem inspirador - é bem legal - e tê-los aqui e se mantendo firmes por aquilo que estão fazendo e ter orgulho disso, me traz uma lágrima em meu olho.
Minha primeira guitarra que eu comprei, minha mãe me fez trabalhar bastante por um ano, era de um guitarrista de uma banda de jazz; era uma SG e eu eventualmente a troquei por uma sistema de PA. Eu não sabia se eu queria ser um guitarrista ou um vocalista, e eu acabei fazendo os dois.
A outra coisa que eu gostaria de dizer é que foi uma época pivô e eu não sabia até agora. Muitas coisas aconteceram em nossas vidas e elas aconteceram por uma razão. A coisa que aconteceu comigo era que eu estava no time de futebol americano quando calouro, eu voltei no ano seguinte para estar no time de veteranos, e o treinador Cummings era o seu nome, ele disse, 'você precisa cortar o cabelo. Seu cabelo é longo demais; ele passa da sua orelha'. E eu olhei para os jogadores de futebol e eu disse, 'Bem... Você precisa ter cabelo grande para ser um bom jogador de futebol'. Mas naquele ponto, ele disse, 'você precisa cortar seu cabelo ou está fora do time'. Foi uma grande decisão na época. 'Eu quero ser um roqueiro? Ou eu quero ser um jogador de futebol?'. porque durante toda minha infância, eu queria estar no Oakland Raiders; era isso. E o outro sonho era que eu queria ser o cara do poster - o poster do Aerosmith que eu tinha no meu quarto. Então naquele momento eu tomei uma decisão, e entreguei meus equipamentos e eu só concentrei na música. Então obrigado a ele por me fazer escolher. Ele era bem distinto, e ele me manteve firme e eu também. Então eu sou muito, muito grato que isso tenha acontecido nesta escola.
Eu só quero dizer obrigado ao Hall da Fama por introduzir este estranho. E a todas as pessoas que estão aqui hoje e todos os jovens que eu vejo aqui que amam música e são inspiradas por isto e isto move suas vidas. Vocês conseguem suas inspirações de onde puderem e vivam seus sonhos ao máximo, porque isto pode acontecer."

sábado, 21 de maio de 2011

Metallica: noiva toca "Master..." na bateria no casamento

Imagens de vídeo de uma noiva tocando bateria em "Master Of Puppets" do METALLICA  em seu próprio casamento podem ser vistas abaixo (avance aproximadamente até a marca de 1:00). De acordo com o jornal OC Weekly, Annette Ortiz-Díaz, que era a baterista da banda FATAL POSPOROS, tocou com a banda de ska HALF PAST-TWO (de Anaheim, Califórnia) e agora toca baixo para o RANDOM NINJAS. Segundo os créditos do vídeo, ela e seu marido Dennis - quem toca guitarra e canta no vídeo - tiveram uma banda cover do METALLICA (composta de asiáticos) chamada TRAPPED UNDER RICE por algum tempo.
Annette Ortiz e Dennis Díaz se casaram dia 10 de abril de 2010 em El Segundo, Califórnia.

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domingo, 8 de maio de 2011

Hetfield: Mustaine, Load e homossexualismo no Metallica

James Hetfield, frontman do METALLICA, foi entrevistado pela edição de julho de 2009 da revista britânica Classic Rock. 
 
Você ficou satisfeito de ver a saída do (antigo guitarrista do METALLICA e agora líder do MEGADETH) Dave Mustaine?
Hetfield: "Eu não sei se 'satisfeito' é a palavra correta, mas foi necessário. Se ele não saisse seria eu, Lars (Ulrich, bateria) e ele, os três tentando dirigir a banda, e daí viraria uma bagunça tripla. É óbvio que ele tinha a mesma direção que nós - ele está fazendo coisas grandes no MEGADETH. A maneira como as coisas estão agora, a dinâmica dos personagens, Lars e eu somos a metade do grupo com Rob (Trujillo, baixo) e Kirk (Hammett, guitarra) na outra parte. Eles são caras com grandes ideias, mas se dão muito bem com outra pessoa dirigindo. Eles não são dirigidos pelo ego. Acho que Lars e eu, ao contrário, somos. Ou pelo menos nos dizem isso. (Risos) Então lá atrás Dave teve que ir".
Em "Some Kind of Monster", ele parecia um pouco infeliz.
Hetfield: "Ele é um cara maravilhoso, talentoso. Talvez parte de seu caráter seja ter este peso em suas costas. Se eu fosse expulso do METALLICA, eu teria um também. Ron McGovney, nosso primeiro baixista - tem um grande peso em suas costas. Eles nunca mais conseguirão ficar confortáveis, e isso é duro de ver. Lars disse isso também em uma entrevista: 'Você não pode ver o que você fez?' Mas nada disso mais importa, pois ele estava perseguindo algo inalcançável".
Você ficou desconfortável com a nova imagem da banda no "Load"?
Hetfield: "Definitivamente. Lars e Kirk dirigiram essas gravações. Aquilo de 'Temos que re-inventar a nós mesmos' estava na ordem do dia. Imagem não é algo ruim para mim, mas se a imagem não é você, então não faz muito sentido. Eu acredito que eles estavam atrás de um tipo de vibração ao estilo U2, Bono... Eu não poderia entrar nisso. Parecia, 'Ok, agora nas fotografias nós iremos ser glam rockers dos anos 70'. O que? Eu poderia dizer que metade - pelo menos a metade - das fotos que estariam no livro, eu cai fora. Todas as coisas da capa eram o contrário do que eu sentia".
O que você não gostou na capa?
Hetfield: "Como eu posso dizer? Eu acho que quando eu falei [mais cedo na entrevista] sobre ressentimentos de ser deixado de fora dos laços que eles tinham através do uso de drogas - Lars e Kirk curtiam bastante arte abstrata, fingindo serem gays. Eu acho que eles sabiam que me incomodava. Foi uma afirmação para tudo isso. Eu amo arte, mas não para chocar os outros. Eu acho que a capa de Load foi só uma provocação. Eu fui junto com essa coisa de maquiagem e todas as merdas loucas, estúpidas que eles sentiam que precisavam fazer."
Muito foi feito, como os cortes de cabelo na época. Foi uma decisão do grupo?
Hetfield: (Risos) "Não foi algo como irmos lá juntos e dizermos: 'Ei, conseguimos um desconto por quatro cortes de cabelo?'. Isso aconteceu lentamente, com a idade, os cabelos diminuindo. Cabelos compridos não parecem ser mais o certo".
Musicalmente, foi a primeira vez que o METALLICA esteve incerto?
Hetfield: "Poderia dizer que sim, todo esse período. Por que nós precisamos nos re-inventar? Muitos dos fãs se desligaram um pouco de nós pela música, mas a maioria, eu acho, pela imagem".
Você ficou desconfortável pelos beijos de Kirk e Lars nas fotografias?
Hetfield: "Totalmente. Foi por isso que eles fizeram aquilo. Eu era a motivação por detrás das aventuras homossexuais deles. Acho que as drogas tiveram algo a ver com isso, eu espero. (Risos) Houve diversos momentos em nossas carreiras em que as pessoas saltaram do navio. É mais duro ouvir: 'Ok, as pessoas estão pisando nos discos do METALLICA pois eles estão processando o Napster'".

sexta-feira, 6 de maio de 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

Lars Ulrich: O motivo pelo qual o Big Four toca "Am I Evil"


Steve Appleford, do LA Weekly, conduziu uma entrevista com o baterista do METALLICA, Lars Ulrich, um dia após o primeiro show do Big Four nos EUA, que aconteceu dia 24 de abril no Empire Polo Club, California.
Durante a entrevista, Lars falou sobre vários assuntos, como a escolha do set-list para cada show, o fato de o Big Four ser como uma celebração ao passado e às raízes das bandas que o compõem e o porquê da escolha de “Am I evil” para a Jam que acontece ao final dos shows:
“Por que vocês escolheram a música “Am I evil” do Diamond Head ?”
“Não tem exatamente um ‘por que’. Nós apenas sentimos que não deveríamos chamar o pessoal (das outras bandas) para subir no palco e tocar uma música do Metallica. Parece-me algo meio egoísta.”
Em outro trecho da resposta, Lars fala sobre a declaração de Tom Araya, que afirmou, em entrevista para o própria Steve Appleford, não sentir que “Am I Evil” representa o espírito do festival:
“(...) Talvez essa música não tenha a mesma relevância para os caras do Slayer, mas tínhamos que escolher algo que ficasse no meio-termo. Vi que o Tom (Araya) comentou sobre a “The Four Horsemen”. Convidar os outros para tocar uma música do Metallica não me parece certo (...)”
Para finalizar, Lars comentou sobre a possibilidade de tocarem outra canção nas jams: “(...) Temos outros vários shows por vir. Eu gostaria de me aventurar um pouco e não ficar sempre na mesma música caso a gente continue a fazer as jams (...)”.

Metallica: "temos mais de 700 riffs para escolher"


O METALLICA  está pretendendo entrar em estúdio ainda este mês para começar a gravar um novo trabalho, ainda sem detalhes divulgados.
Em uma nova entrevista com a revista britânica Metal Hammer, o baterista do Metallica, Lars Ulrich, foi questinado sobre os planos da banda: "O que você gostaria que eu dissesse?" , respondeu ele. "Obviamente, eu não posso falar sobre isso. Se eu pudesse falar... eu falaria, você me conhece. Se alguma coisa acontecer você será um dos primeiros a saber, confie em mim."
Quando perguntado se será algo novo para o Metallica, Ulrich fez uma pausa antes de responder: "Er ... algo novo? Hum ... não necessariamente. Depende de como você olha para ele. Eu não chamaria isso de algo novo. Vocês estarão aí quando estivermos prontos para compartilhá-lo."
Quanto surgiram algumas evidências sobre o novo material, Ulrich disse: "James (Hetfield, guitarra / vocal) me disse na Austrália que já tinha mais de 700 novos riffs. Quando falei com ele ontem, ele me disse que tinha composto mais alguns nas últimas semanas. E ouça, quando James começa a criar melodias de guitarra, 3 a 5 riffs ficam rapidamente prontos. É assustador. Após a 'Big Four', nós pegaremos esses riffs e esperamos que grande parte deles sejam utilizados no próximo disco do Metallica. Quando você está apenas tocando em vez de escrever, as coisas soam de uma forma mais orgânica".

Metallica: servindo de trilha para duo de nado sincronizado

Julie Sauve, treinadora da dupla canadense de nado sincronizado formada por Elise Marcotte e Marie-Pier Boudreau-Gagnon falou sobre o número executado pela dupla, que tem como trilha sonora um mix dos clássicos “Master Of Puppets” e “Enter Sandman”, do Metallica.
“Quando dei a idéia de usar o Metallica elas estranharam, acharam que não conseguiriam. Mas tivemos grande aprovação, trouxemos um novo estilo”, declarou. “Na Alemanha tivemos uma grande ovação dos juízes”.
“É bom não só para nós, mas para o esporte em geral. Conseguimos mais fãs com isso”, disse Gagnon. “Estamos conseguindo fazer com que julguem de outra maneira, fugimos do habitual” falou Marcotte. “Queremos mostrar o poder e a velocidade da música aliada aos movimentos”.
Veja uma apresentação do duo em Nova Déli, India, dia 7 de outubro do ano passado.

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Top 5 Metallica: About.com elege os cinco melhores álbuns

A matéria abaixo foi publicada originalmente no About.com.
O METALLICA  é uma das bandas de metal mais influentes da história. Eles trouxeram o thrash metal para o mainstream e durante o processo tornou-se uma das maiores bandas do mundo. Eles passaram por várias tragédias e problemas pessoais que vão desde a morte do baixista Cliff Burton ao alcoolismo de James Hetfield e à disfunção geral narrada no documentário “Some Kind of Monster”.
Apesar de tudo, o METALLICA  tem perseverado e continua fazendo música.

1. Master Of Puppets (1986)

O terceiro álbum do METALLICA  é o melhor. Ele não possui as músicas que tocaram nas rádios nem os vídeos que passaram na MTV, como alguns de seus lançamentos posteriores, mas é uma proeza musical. Desde o thrash da conhecida "Battery" até a instrumental "Orion," é o som de uma banda em sua melhor forma. As músicas são diversificadas e a musicalidade é simplesmente incrível.

2. Ride The Lightning (1984)

O primeiro álbum do METALLICA era inovador, e “Ride The Lightning”, seu segundo lançamento, foi outro grande passo adiante. Suas composições melhoraram drasticamente, e eles também expandiram seus horizontes musicais e o resultado foi um esforço muito mais diversificado. Alguns dos clássicos desse álbum são "Creeping Death," "Fade To Black" e "For Whom The Bell Tolls."

3. Kill 'Em All (1983)

O primeiro álbum do METALLICA era cru, mas mostrava o enorme potencial que mais tarde viriam a cumprir. É um álbum seminal da Bay Area. Mesmo que Dave Mustaine tenha sido expulso da banda enquanto o álbum era gravado, ele co-escreveu várias das canções. Algumas das melhores e mais conhecidas músicas do METALLICA fazem parte deste álbum como "Seek and Destroy" e "Hit The Lights".

4. And Justice For All (1988)

O quarto álbum de estúdio do METALLICA foi o que os lançou para o mainstream. O vídeo da música "One" recebeu uma extensiva divulgação na MTV. É também seu álbum mais complexo musicalmente, utilizando compassos incomuns, orquestração e composições épicas.

5. Metallica (The Black Album) (1991)

Este foi o álbum do METALLICA mais bem sucedido comercialmente, com os hits "Enter Sandman," "Nothing Else Matters" e "The Unforgiven." Para o grupo, foi como um retorno à fórmula básica, e funcionou. As canções são mais simples e menos experimentais que seus dois álbuns anteriores.

domingo, 1 de maio de 2011

Metallica: "St. Anger" será relançado em vinil

O Metallica  irá relançar em vinil o disco mais odiado pelos seus fãs. "St. Anger" será relançado em LP simples de 180 gramas de 12 polegadas e também em um box com 4 LPs de 45 rpm e 180 gramas.
A data de relançamento é dia 7 de junho. Todos os vinis não serão pictures.